Do ecrã ao papel: a Pendura chega em outubro

2 setembro 2026
Livros de bolso da Revista Pendura empilhados em leque ao lado de um telemóvel num tampo cinzento, sob uma planta verde.

Há ideias que não nascem na urgência de um ecrã, mas no ritmo lento com que o mundo se deixa olhar.

A Pendura começou por ser um pensamento solto no caminho — o desejo de retirar as palavras da volatilidade do feed e dar-lhes a gravidade tátil da matéria impressa. É um objeto pensado para levar no bolso do casaco, para acompanhar a viagem de comboio ou o intervalo na esplanada, longe do sobressalto contínuo dos algoritmos.

Inspirada no design editorial e na simplicidade gráfica de meados do século XX, esta primeira edição ganha agora corpo. Impressa em papel creme e com uma mancha gráfica desenhada para deixar o texto respirar, reúne ensaios breves, crónicas e escrita observacional — olhares atentos que procuram devolver ao ato de ler o seu tempo e o seu silêncio.

Ao meu lado nesta estreia estão as vozes de José da Xã, C. Luso de Villacintra, Susana Rodrigues, João-Afonso Machado e André Moreira, autores que partilham esta mesma urgência da lentidão.

O primeiro número chega já em outubro, impresso e pronto a folhear. Um convite a parar, observar e a seguir caminho com outra atenção.

PÁGINAS MAIS FOLHEADAS

A geografia das pequenas fugas

O verde que exige silêncio

O sal nas muralhas e o vento de Silleiro